Griso, o unicórnio
Griso, o unicórnio
Brinque-Book, 1997

« Há muitas maneiras de se encontrar um unicórnio. A mais simples é deixar que ele nos encontre. Quem já viu um sabe que pode passar algum tempo sem ouvir falar deles, esquecer até que eles existem. Porém... Mais cedo ou mais tarde, eles voltam. Comigo já aconteceu uma porção de vezes. A última foi em uma Bienal do Livro. Havia um local estranho, uma espécie de corredor final, escuro, Ele estava lá, num livro chamado Unicorns I Have Known. Não sei exatamente por que, mas, a partir daí, Roger e eu falamos de unicórnios várias vezes. Como sempre, quando as pessoas começam a se esquecer deles, aparece alguma coisa para a gente lembrar. Diz a lenda que só os puros de coração conseguem ver. Eu acho que só quem acredita consegue ver. Se você quer ter essa experiência, acredite. Eles aparecerão para você nos livros, em pinturas, em citações. Os unicórnios estão em Shakespeare, Lewis Carrol e em muitos autores mais. De repente, você vira uma página ou entra na Internet e eles estarão lá: esperando por você. »
Cláudia de Moraes
Posfácio de Griso, o unicórnio

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