da cidade de Ferros MG,
vem essa toada
para o Boi-Andá

  • do livro Folclore
    em Minas Gerais

    de Saul MARTINS
    (Ed. UFMG, 1991: 56-7)

    interessante notar que vermelho vira "vermeio", brincando na língua do povo outras palavras para fazer rimar com orvalho, vergalho, talho e o aio:
    ora "ai!", ora "alho"...

  • veja também:
    Boi de Minas Gerais
    para conhecer outros
    nomes do folguedo


  • Por onde passa o Boi?

    Boi-Andá



    Esse boi é o boi vermeio,
    Começa bonito e acaba feio.

    Meu pai me mandou pra orça,
    No tempo do uruvaio,
    Cai, sereno, cai,
    Cai no tampo da cumbuca do balaio.

    Ajuda, gente, o boi-andá,
    Segura no rabo devagar.

    Deste boi eu quero o chifre,
    Quero o rabo e vergaio,
    Quero o tampo da cumbuca do balaio.

    Esse boi é o boi bovino,
    Segura no rabo de Jovino.

    Esse boi comeu mingau,
    Segura no rabo, Catatau.

    Esse boi é um boi sem jeito,
    Segura no rabo do Prefeito.

    Ajuda, gente, o boi-andá,
    Segura no rabo devagar.

    Deste boi eu quero o chifre,
    Quero as unhas, quero o aio,
    Quero o tampo da cumbuca do balaio.

    Eu, da horta, quero couve,
    Quero salsa, quero aio,
    Quero o tampo da cumbuca do balaio.

    Eu, da moça, quero o pente,
    Quero a trança, quero o taio,
    Quero o tampo da cumbuca do balaio.

    Ajuda, gente, o boi-andá,
    Segura no rabo devagar.

    Por onde
    passa o Boi?