Bumba-meu-boi. Direitos reservados: Sheila Thomson

  • na Jangada Brasil, você encontra a função do Reisado do
    Cavalo Marinho e
    do Bumba-meu-Boi
    , registrada em cantoria
    por Sílvio Romero


  • imagens pernambucanas:
    figuras de cêramica
    e xilogravura estão
    na Maria-Brazil


  • on-line na Fundação Joaquim Nabuco:
    texto de Claudia M. de Assis Rocha Lima sobre o Carnaval em Recife, incluindo Caboclinhos,
    Tribos de Índios, Ursos
    e Bois de Carnaval


  • Por onde passa o Boi?

    Boi de Pernambuco


    Quem, quem vem, quem vem lá?
    Quem, quem vem, quem vem lá?
    Que cortejo é aquele, senhor?
    Vindo aqui perguntar, quem vem lá?

    O Bumba-meu-Boi brinca no Natal por quase todo Nordeste, mas na "frevida" Recife ele também desce ruas e ladeiras de outras folias, transformando-se no verdadeiro, colorido e bailarino Boi do Carnaval.

    A companhia da reinação traz Sebastião e Catirina, o vaqueiro Mateus, Mané Pequenino, Babau, Calus e Burras... E vem lá o elegante Capitão-do-Campo, montado no Cavalo-Marinho, no comando da orquestra de de bombos, gaita, gonguê, surdo, tarol. Quem canta é o tirador de loas e, no Carnaval, tem até porta-estandarte!

    É a pesquisadora Claudia Rocha Lima quem elenca o nome de cinco dos principais grupos de Boi do Carnaval de Recife: o mais novo é o Boi Manhoso nascido em 1986, seguido muito proximamente pelo Boi Estrela (1985); tem também o Boi da Cara Preta (1950) e o Boi Teimoso (1956); mas, o mais antigo e tradicional de todos é o Boi Misterioso, fundado no ano de 1927. Em sua homenagem, Antonio José Madureira e Marcelo Varella, escreveram a canção


    Maracatu Misterioso


    Quem, quem vem, quem vem lá?
    Quem, quem vem, quem vem lá?
    Que cortejo é aquele, senhor?
    Vindo aqui perguntar, quem vem lá?

    Sou de casa, vim do Norte,
    sou bonito, original,
    Sou de paz, não sou de guerra,
    vim brincar no carnaval.

    Quem, quem vem, quem vem lá?...

    Eu sou Misterioso
    como és Imperial.
    Sou Mateus, sou Catirina,
    na bexiga eu sou o tal.

    Quem, quem vem, quem vem lá?...

    Sou o Capitão Pereira,
    sou madeira, sou fiel.
    Esse boi que chega agora
    vem de lá dançar no céu.

    Quem, quem vem, quem vem lá?...

    Ê boi, ê boi, ê Boi Maravilhoso.
    Ê boi, ê boi, venha logo se amostrar.
    Ê boi, ê boi, ê Boi Misterioso.
    Ê boi, ê boi, chegue logo pra dançar.



    MADUREIRA, J.A. & VARELLA, M. "Maracatu misterioso".
    In: NÓBREGA, Antonio. Madeira que cupim não rói.
    São Paulo: Brincante, 1997. [faixa 14]

    Por onde
    passa o Boi?