« Ah, ah, ah, que maravilha!
Que grande goela é a minha!
Apesar de um pouco dura,
comi a velha inteirinha!
Visto agora a camisola,
a touca, o xale vermelho.
Devo estar tal qual a velha...
Vejamos que diz o espelho.
Falta ainda alguma coisa...
Os óculos! ... Estupendo!
Perfeito! Que coisa louca!
Que artista se está perdendo!
Muito bem: agora, cama!
Descansemos um pouquinho,
esperando a sobremesa,
que vem aí a caminho...»
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O
Chapeuzinho Vermelho
João de Barro (Braguinha)
Pela Estrada
Pela estrada fora, eu vou bem sozinha
Levar esses doces para a vovozinha
Ela mora longe, o caminho é deserto
E o lobo mau passeia aqui por perto
Mas à tardinha, ao sol poente
Junto à mamãezinha dormirei contente
ouvir
Lobo Mau
Eu sou o lobo mau,
Lobo mau, lobo mau
Eu pego as criancinhas
Pra fazer mingau!
Hoje estou contente,
Vai haver festança
Tenho um bom petisco
Para encher a minha pança
Marcha dos Caçadores
Nós somos os caçadores
E nada nos amedronta
Damos mil tiros por dia,
Matamos feras sem conta
Varamos toda floresta,
Por mares e serranias
Caçamos onças pintadas,
Pacas, tatus e cotias
Final (Chapeuzinho Vermelho)
O lobo mau já morreu!
Agora tudo anda em festa!
Posso caçar borboletas,
posso brincar na floresta!
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Coleção Disquinho
© 1960
Adaptação e melodias: João de Barro
Orquestração: Radamés Gnatalli
Elenco: Teatro Disquinho
Tempo: 11'46
Disco vira livro
Claudia Scatamacchia dá cores e traços para os versos de João de Barro. Porém,
no texto publicado pela Editora Moderna (1995), a figura do narrador se faz presente
explicitando as passagens entre cenas. No áudio original, as mudanças de cenário e de tempo
são facilmente captadas ou imaginadas pelo ouvinte. Outras mudanças ocorrem:
uma frase aqui, um acento ali, além do ingazeiro onde o lobo se esconde, na versão sonora,
que se transforma, no livro, em espinheiro.
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