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a pequena imagem de um grande amor
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Dorme, meu doce, dorme, minha bela Menina que é a alegria do céu Dorme, dorme, minha criança radiosa.
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Santa Ana
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Ave-Palavra, iluminura silenciosa: o mistério e um acalento dulce... Nunca se soube o nome da Mãe da pequena Maria, mas a Igreja concedeu-lhe o singular Ana, quem vem sempre a nos inspirar o caminho dos primeiros passos. É a carinhosa Nana que embala e ensina a filha com um livro em suas mãos.
O encantamento dessa pequena jóia dos antigos manuscritos está em reconhecermos Santa Ana, vestida de conforto esmaecido em rosa, revelando o alfabeto das Sagradas Escrituras para a filha: inscrição do destino de Mãe que se transforma em presença graciosa. Eis um sentido, tempo flagrado na magia de um amor é uma possibilidade presente. Sempre um presente.
No Livro de Santos, escreve Irmã Wendy:
Maria acaricia o pequeno Menino Jesus, que levanta os braços para abraçá-la. Santidade é isto. Não se é santo, pelo fato de cumprir as regras e de ter uma vida irrepreensível, ser santo é viver no mundo real, e ir ao encontro das pessoas que Deus colocou no nosso caminho e amá-las. Para muitos de nós, essas pessoas são a nossa própria família.
Assim, temos diante de nós três gerações - Ana, a avó idosa, Maria, a jovem mãe, e Jesus, a criança de muito tenra idade; eles amam-se e ajudam-se uns aos outros. Uma vez que a criança é Deus, fica claro que o centro de todo o amor é Deus. Por outras palavras, onde está o amor está Deus.
Dormi dulcis, dormi bella Caeli gaudium puella Dormi, dormi blandula. | |
"Canção de Ninar para a Infante Maria", publicada no livro de Marina Warner:
Da Fera à Loira: sobre contos de fadas e seus narradores (Companhia das Letras, 1999).
Iluminura da Biblioteca Casanatense levada ao público através da série de exposições "Bimillenar of Christ" do Vaticano,
extraída do Livro dos Santos da Irmã Wendy (Dorling Kindersley, 1998).
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