Comunicação apresentada, durante o XIV Bienal do Livro de São Paulo: Seminário Literatura Arte-Educação Luso-Afro-Brasileiro (CBL, mai.1996) - minicurso «Sonhamundo: ouvindo e criando textos»
Um som para voar...



Quando
o Rádio Sonhamundo

Peter O'Sagae



1. Construção & Fantasia

A aliança texto-música é matéria das mais antigas e sensíveis no campo da arte e da história humanas. Imitando a vida ou alçando vôos em busca de mundos possíveis, a parceria tem mostrado sua eficácia, desde os mais remotos tempos. Entre os primeiros registros, destacam-se especialmente os versos cantados pelos lendários aedos gregos; logo ao início de seus versos, pediam auxílio e inspiração às Musas para que o CANTO-CONTO fosse forte e pleno em harmonia e sugestão. Os mitos narrados agregavam a comunidade em um momento sagrado, de suspensão ou contínuo temporal, quando o passado, o presente e o futuro deixavam de existir para se fundirem ao eterno-agora da voz. Sabemos, ainda, que a palavra entoada tinha um valor litúrgico, capaz de renovar a fé, e o poder de cura.

A tradição dessa vocalidade, construtora de um texto melodioso, atravessaria o eixo diacrônico da História, tecendo um fio paralelo que prende o homem fascinado por ouvir estórias. Sempre, quem tivesse o dom da Palavra seria capaz de reunir a família, os amigos e vizinhos à sua volta... e é bem fácil descrevermos cenas, quando a noite deixa-se subir calma como um convite para a fogueira queimar acesa e as estórias serem tiradas uma após a outra. Muitos povos ainda guardam a tradição do fogo, que tanto serve para preparar a comida - alimento do corpo - como para temperar a Palavra - alimento da alma .

Sempre a voz, da boca daquele que fala, será o mais puro instrumento de cordas e ar. A vocalidade sentida em um corpo-instrumento. Modulando alturas, controlando os timbres ou acrescentando uma pausa, a sua respiração, o contador há de cativar sua audiência: conta casos de amor, causos de assombramentos, contos de pescador em conta de sete, até quando conta dor... E todo o Mundo embalado e conduzido para uma realidade de sonhos e possibilidades do vir a ser, configurada e transmitida numa relação da boca com o ouvido.

Da convivência social, proporcionada pelos círculos mágicos, com seu ritual e seu fogo, a parelha texto-música ressurgiria, séculos adiante, através de fogos encapsulados: luzes no painel de controle do Rádio, demarcando uma segunda fase para a oralidade humana: a transmissão da Palavra Elétrica.

* * *

Brecht considerava o Rádio como um invento que ninguém havia pedido. De um momento para outro, ganha existência na História do Mundo. Queria dizer o dramaturgo: a nova "máquina" não era o produto da evolução natural de uma técnica artística ou de meio expressivo já existente. Era apenas uma espantosa invenção. E os homens mal souberam o que fazer com aquele telégrafo sem fio e, quando se desejou implantar o Rádio como um novo veículo de comunicação, não fora pouca a resistência oferecida por algumas pessoas, de tão acostumadas que estavam com a com a forma escrita da Palavra. Acreditavam que o novo engenho pudesse deturpar o sentido do saber, vinculado a uma hegemonia visual da cultura letrada, dando um fim aos jornais, livros e revistas.

Sem dúvida, projeção de consciências sombrias vinda de um período de trevas em que viveu o som da Palavra. Com boa dose de exagero, podemos pensar na Imprensa de Guttemberg retirando a Palavra do ar, seu meio natural, e fixando-a na superfície do papel: vogais e consoantes trancafiadas no Silêncio mais constrangedor. Tamanho drama, ou jogo de forças entre ecos e sombras, vozes e letras, ainda persiste, embora os conhecimentos tenham sido ampliados.

Uma das capacidades do Rádio é retomar a dimensão temporal da linguagem, distintamente dos livros ou de textos escritos: a mensagem radiofônica ou texto falado é matéria viva do presente, produto de um ato de fala que também é processo de construção. De modo sensível, o Rádio codifica mensagens e divulga música e texto, sendo a Palavra Elétrica também Palavra Mágica, capaz de levar o ouvinte de volta àquele tempo passado (pois uma consciência primitiva ainda reside em nós): a Palavra emancipa os homens de sua condição terrena, cotidiana e material, transportando-os para uma realidade de seres e entidades fantásticas que sua imaginação pode conceber.

Marshall McLuhan, teórico da comunicação da escola funcionalista, cognominou o Rádio como um tambor tribal, capaz de reaproximar os homens, reduzir os espaços, através desta Palavra sonora, falada. Testemunhava ele, além da roda familiar, os diversos ouvintes isolados, em pontos da cidade ou de uma região ainda maior, compartilhando de uma mesma escuta. Uma experiência como moderno ritual de sociabilização e transmissão de cultura.

Nesse veio, a Literatura, em particular, abriu-se generosa como uma das mais ricas experiências para o Rádio. Da simples leitura de poemas e romances, até a dramatização segundo moldes teatrais e os saudosos capítulos da radionovela, o gênero poético e ficcional criou um público especial e cativo. Para melhor entendermos parte deste sentimento de comunhão comunicativa, bastaria lembrar o famoso episódio ocorrido com a transmissão de A Guerra dos Mundos, clássico de H. G. Wells. O ano era 1938 e, com sua adaptação radiofônica, Orson Welles semeou pânico e terror em toda a população: nova-iorquinos e moradores de cidades vizinhas abandonaram suas casas, seguros da iminente invasão de marcianos na Terra. Eis o sonho vivo! O poder do Rádio trabalhando o inconsciente coletivo como uma grande câmara de ressonâncias, mensagens reiteradas redimensionando a realidade.

Boa parte deste potencial artístico foi demonstrado no chamado período de ouro do Rádio. Produtores, diretores de teatro, atores, músicos, engenheiros de som, poetas e escritores possibilitaram a criação de um verdadeiro armazém do imaginário. Um processo natural em quase todos os lugares do Mundo. Particularmente no Brasil, a radionovela estreou somente em 1941, com Em Busca da Felicidade, original do cubano Leandro Blanco, editado por Gilberto Martins, na Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Também o dramaturgo Oduvaldo Viana, autor de Fatalidade entre outras novelas, foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento destas antigas áudio-ficções, escrevendo para a Rádio São Paulo. Esta emissora chegava, ao início dos anos 70, dedicando seus horários quase que exclusivamente às radionovelas.

Paralelamente, à evolução do que podemos denominar, por ora, de textos radiofônicos, houve uma valorização da Música Clássica como elemento complementar (cenários e passagens temporais) para a Palavra sonora. De início, talvez, para não deixar passar a sensação de um vazio desagradável e, efeito paradoxal, os silêncios seriam representados por determinados acordes... a contra-regragem e a sonoplastia tornavam-se uma forma de Arte.

Embora, hoje, a ficção em Rádio tenha praticamente desaparecido, em nosso país, foi na Europa que teve maiores possibilidades de continuidade em seu processo criativo, passando por desdobramentos mais modernos, com a pesquisa e a exploração de todos os recursos sonoros que o veículo poderia oferecer. Formatos experimentais alargaram fronteiras na produção de peças radiofônicas. Livre da influência da página literária, o novo gênero queria ser apenas uma categoria acústica sem conteúdo predeterminado, ousando ir além das formas tradicionais de Arte em texto e música.

Até o momento, não se convencionou padrões para esta modalidade de expressão. O Rádio passa a ser visto como um vir-a-ser, um desafio, e bastaria saber o que queremos fazer dele/com ele (ou nada saber), sempre na busca de uma linguagem própria. Linguagem é articulação de idéias, o modo como uma pessoa - ou um meio - se comunica, troca mensagens. Porém, o que alguns teóricos, como Ernest Jandl, logo perceberam, foi que sendo a peça radiofônica difundida através de um meio de comunicação de massa, assim disponível a todos, poderiam denominá-la como uma "ars multiplicata" da era eletrônica, uma Arte Multiplicativa.

O sucesso e o alto nível de muitas peças radiofônicas conduziram tais produções para o mercado sobre o suporte aparente de discos e fitas cassetes. Foram até oferecidas sob o rótulo fácil de áudio-livro, na tentativa de delinear formas mais definidas para esta modalidade de Arte Sonora. Pois, o Rádio não estava sendo simplesmente utilizado como um meio de comunicação, uma simples mídia, mas antes um contexto sonoro de múltiplas articulações.

Em toda essa história, o que é mais importante: apesar da intrínseca capacidade de reagrupar os homens, o Rádio não tende para a homogeneização de seu público. Diferentemente do que se fiou sobre outras mídias, podemos considerar a mensagem radiofônica como atuante em um cenário particular, através do uso da aliança texto-música, em todas as suas dimensões sensíveis, de modo extremamente pessoal e intransferível. Imagens são captadas pelo Olho Interior e, na maior parte das vezes, jamais serão vistas pelo Outro.


2. O Caracol do Ouvido

A exemplo da Literatura e da Música, o Rádio também se consolida como mais um meio expressional capaz de nos levar a revisar e rebuscar nosso interior, através de um bem cultural ou bem simbólico. Nesta atividade de codificar e descodificar mensagens, interpretar, há um exercício de criatividade. E isto para qualquer público receptor, leitor e ouvinte. Quando não se estabelece contato com sua consciência, nem se completa uma síntese crítica, temos a evidência de que existe manipulação. E esta é danosa (para adulto ou criança). Entre muitas especulações, sempre será de grande utilidade a advertência de Lewis Carrol: "Cuide dos sentidos que os sons cuidarão de si mesmos!"

No entanto, quando pensamos em Rádio para crianças parece sobrevoar sobre o assunto uma atitude de dúvida, principalmente hoje, tempos nada ingênuos, momento civilizatório marcadamente anti-radiofônico. Mas, sabemos de uma íntima verdade, do valor de contar e cantar coisas às crianças, criando condições de um Mundo melhor, mais humano, mais igualitário. Sempre é necessário trabalhar com os sentimentos, ampliando-os.

Dentro de uma historiografia do Rádio, dedicado ao público infantil, alguns nomes de programas podem ser rastreados no tempo.

Em São Paulo, quando a Sociedade Rádio Educadora inaugurou suas novas instalações, em 1926, inseria em sua grade de programação quinze minutos exclusivos para o seleto ouvinte, a cargo de "dedicada professora afeita no trato das crianças", o QUARTO DE HORA DA CRIANÇA que trazia contos e conselhos de bom comportamento na voz de Tia Brasília. Educar sempre pareceu uma questão inerente ao Rádio, especialmente quando se tinha em mente crianças e jovens como público alvo. Mas esta babá radiofônica dos tempos de antanho, colaborou para que o veículo buscasse bases literárias para cativar sua audiência.

Monteiro Lobato e Orígenes Lessa também tiveram presença garantida na Rádio Sociedade Record, já na década de 30, realizando palestras e lendo suas obras na HORA INFANTIL, programa comandado por Joaquim Carlos Nobre, apresentando estórias, canções e perguntas "de cunho educativo". Nessa mesma época, outros dois nomes se destacaram: Vital Fernandes e Jerônimo Monteiro.

Em 1934, a Rádio Cultura abria as portas de sua emissora para o jovem Vital que, sob vestimenta e falares de Nhô Totico, foi sucesso absoluto narrando as aventuras da Vila da Arrelia, dando alma a personagens tão típicas da sociedade paulistana: o italiano, o sírio, o japonês, o brasileiro nordestino e, sem esquecer, o caipira. Contratado pela Rádio Record, Nhô Totico passou a produzir CHIQUINHO, CHICOTE E CHICÓRIA, três moleques sempre aprontado das suas, interpretados unicamente por Vital. Sem escrever uma linha sequer, por mais de vinte anos no Rádio, Nhô Totico triunfou sobre os recursos técnicos precários, com sua linguagem própria, sua veia humorística, fazendo nascer a bem-sucedida ESCOLINHA DE DONA OLINDA (em 1936). Marca de seu pioneirismo, é preciso termos em mente, que boa parte de seus programas não nasceram para as crianças; a enorme aceitação pelos dois públicos, infantil e adulto, se deve a premissa de educar divertindo ou divertir educando.

Jerônimo Monteiro pertencia ao broadcasting da Rádio Difusora. Escritor, foi o criador e apresentador de AS AVENTURAS DE DICK PETER, programa policial diário de 1937. Os ouvintes-mirins acompanhavam as tramas e aventuras policiais durante a semana e, às sextas-feiras, respondiam com sugestões os nomes das personagens responsáveis pelo mistério... Os ouvintes que acertassem, ganhavam prêmios.

No percurso destas estórias no ar, avançando para o ano de 1957, surpreende uma produção em particular: O PEQUENO PRÍNCIPE, do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, em tradução de D. Marcos Barbosa, leitura de Paulo Autran e Glória Cometh, mais as trilha sonora original assinada por Tom Jobim. Trabalho de alto nível técnico e artístico transposto para o suporte do vinil, alargando o espectro, daquilo que pretendemos chamar de Arte Sonora para Crianças. Temos neste exemplo uma das primeiras renovações da aliança texto-música, produto da tradição oral mais a propagação da Palavra Elétrica.


3. Magia: ouvir Textos e Estrelas

Exatos 70 anos une Tia Brasília ao Rádio de hoje. Os contextos são bem outros, mas a fantasia da existência de realidades paralelas, possíveis e próximas, perdura. Os atuais trabalhos se prendem ao resgate de formas radiofônicas e à exploração de novos modos narrativos, timidamente, pois o gênero para crianças foi quase que totalmente esquecido pelas ondas sonoras. Um programa para crianças passa, então, a ser revisto pelas tendências da arte sonora e por conceitos condicionados pelas circunstâncias tecnológicas e os conhecimentos de uma nova leitura de mundo, intertextual e dialógica __ ou em outras palavras: um jogo de esconde-esconde, pois todo tecido sonoro, verbal e não-verbal, se entrelaça com fios de outros textos, sejam eles da Literatura, da Música, da Vida ou do Rádio, entendido como suporte de expressão criativa. É o cruzar de referências e linguagens.

O texto radiofônico se difere de um texto "em livro", não só por seu caráter sonoro ou por "ter que dividir" espaço com a música e os ruídos. Muitos radialistas defendem a existência e a necessidade de uma literatura radiofônica, como categoria a parte, senhora de uma gramática própria. Entre suas características, encontraria-se o particular de aproximar os locutores de seus ouvintes por uma linguagem coloquial não-natural: um texto de espontaneidade forjada. Não raro, a sintaxe de frases se modifica na ordenação de enunciados, os tempos verbais podem vir sobrepostos e a polifonia é explorada como recurso narrativo gerando a simultaneidade de acontecimentos e outros paralelismos espácio-temporais. A linearidade, ainda que mantida na estórias, pode contar com duas ou mais vozes narradoras evidenciando pontos de vista diferenciados. A fragmentação é um dos incursos sobre a especificidade dos meios eletrônicos e todas as informações podem ser editatas verticalmente. Com sua maior nitidez sonora, o Rádio traz ainda a vantagem de denunciar a multiplicidade dos eventos e fazer usos, no mínimo curiosos, do fluxo de consciência.

Em especial, o texto para áudio-ficções deve-se manter afastado dos textos dissertativos, sendo as informações sempre diluídas no fluxo narrativo. Assim, como texto falado, certas repetições (paráfrases) são de extrema utilidade para o reforço das mensagens radiofônicas. As chamadas palavras gramaticais, vazias de significado, são deixadas de lado: palavras concretas (substantivos) recuperam mais facilmente o mundo do Discurso, transportando o ouvinte mais facilmente para o mundo dos fatos (mesmo que imaginados/imaginários).

Tais procedimentos de composição em Rádio foram determinantes nas produções de programas atuais, como a série OPUS UM, o ciclo NO BALANÇO DO BALAIO, e os unitários O HOMEM DO VENTOFORTE, SOBRE UM DESERTO DE ESTRELAS, O VAGABUNDO NO CIRCO-MUNDO, entre tanto mais, realizados a partir do anos 90, e a atual série SONHAMUNDO - MAGIA: VERBO E MÚSICA.

OPUS UM, transmitido pela Cultura FM, foi considerado o pioneiro dos programas infantis dedicado à Música Clássica. A novidade ficou por conta do formato e da proposta da série, com a utilização de textos de caráter poético, narrativas de um universo fechado em si, exigindo que o ouvinte nele penetrasse. SONHAMUNDO repete essa mesma "fórmula" através das ondas da Rádio USP FM. No entanto, a tentativa de veicular o repertório erudito para crianças é assunto já discutido e elaborado por outras emissoras, como a Rádio MEC do Rio de Janeiro com seu O MAESTRO, A CRIANÇA E A MÚSICA, na década de 80, com caráter abertamente didático, transmitindo informações sobre compositores, épocas e estilos musicais, artifícios que as séries OPUS UM e SONHAMUNDO não se utilizam.

Essas produções preocuparam-se em disfarçar o caráter unilateral de comunicação, procurando estruturas que, às vezes, denunciem a manipulação técnica e evidenciem o suporte intermediador, o Rádio. Também apostam nos jogos dialogais, como por exemplo, um texto que faça ao ouvinte completar suas mensagens, induzindo respostas verbais ou busca de imagens interiores (e aqui voltamos ao ponto de partida: a sugestão imagística da Palavra Mágica).

De outra forma, o texto deve conversar consigo mesmo ou entrar em contato com outros textos através fenômenos intratextual e intertextual, respectivamente, que permitem o leitor-ouvinte a reconhecer as estratégias comunicativas de cada programa, bem como as funções da linguagem.

Em se tratando de programas dedicados à Música Clássica, podemos afirmar que cada peça musical sugere o roteiro e fornece os motivos iniciais a serem trabalhados. Há a recuperação dos textos e/ou contextos originais que delimitaram a composição da ora. Embora trabalhe com uma grande gama de possibilidades, o texto radiofônico deve ser capaz de eleger um elemento de predominância. Explicamos: cada tema, cada proposta de programa, por seu conteúdo, aponta qual a forma mais adequada para expressá-lo __ o que não elimina a discussão sobre a arbitrariedade e a manipulação de quem realiza em texto esses programas.

Em qualquer caso, programas como o SONHAMUNDO brinca com ouvidos e mentes infantis, numa tentativa plural de significados e referências, pois, se falamos a mesma língua, vivemos um tempo de Babel-torre-de-linguagens.

Enfim, o Rádio pode ser um veículo iluminador, se houver interesse de se oferecer através dele música e literatura. No que se concerne à programação infantil, é uma experiência ainda a ser desfrutada plenamente, adquirindo espontaneidade, buscando levar novas descobertas, através de uma atividade lúdica, reconduzindo as pessoas a um terreno sagrado... de sua escuta total, de seu Mundo Interior.




Parágrafo Aberto



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Peter O'Sagae
Autor de programas de rádio,
roteirista e produtor.



Bibliografia :: BAUAB, Heloísa. "Evolução da ficção radiofônica" in: Folha de São Paulo, São Paulo, 10 de out. 1989. :: CENTRO CULTURAL SÃO PAULO. O Rádio Paulista no Centenário de Roquete Pinto (1884-1984). São Paulo, 1984. :: HOWARD, Walter. A música e a criança. trad. de Noberto Abreu e Silva Neto. São Paulo, Summus, 1984. :: McLUHAN, Marshall. Os meios de comunicação como extensões do homem. trad. Décio Pignatari. São Paulo: Cultrix, 1969. :: PORTO, Regina. Técnicas de edição e montagem para um rádio contemporâneo. São Paulo: Ofic. Cultural Oswald de Andrade, 1990. :: SCHÖNING, Klaus. Ouvir peças radiofônicas: em defesa de uma criança abandonada. s.l. 1979 (mimeo). :: SPERBER, George Bernard, org. Introdução à peça radiofônica. São Paulo, E.P.U., 1980. 250p. :: ZUMTHOR, Paul. A letra e a voz: a "literatura" medieval. trad. de Amálio Pinheiro e Jerusa Pires Ferreira. São Paulo, Companhia das Letras, 1993. ::

SAGAE, Peter O'. Quando o rádio Sonhamundo. In: SEMINÁRIO LITERATURA ARTE-EDUCAÇÃO LUSO-AFRO-BRASILEIRO, XIV Bienal Internacional do Livro de São Paulo, Câmara Brasileira do Livro, 1996. Anais.